Risco de artrite em atletas é duas vezes maior

21/12/2011


 

Segundo um estudo sueco publicado recentemente, não são apenas os atletas de fim de semana que correm risco com atividades físicas. Esportistas profissionais que praticam modalidades como futebol correm mais risco de desenvolver osteoartrite nos joelhos e quadris do que as pessoas que fazem pouco ou nenhum exercício.

 

Essa notícia foi publicada no Jornal Folha de São Paulo e você confere abaixo:

 

O estudo mostrou risco duas vezes maior em jogadores de futebol ou handebol, e três vezes maior em jogadores de hóquei. O estudo foi publicado no "American Journal of Sports Medicine". O trabalho foi feito com mais de 700 atletas aposentados, com idades entre 50 anos e 93 anos e quase 1.400 homens da mesma idade que se exercitaram pouco ou nada.

 

A osteoartrite ocorre quando há um desgaste excessivo da cartilagem que amortece as articulações. Nesse caso, os ossos acabam raspando um no outro, causando dor.

 

LESÕES E CUIDADOS

Segundo o fisiologista do esporte do Hospital do Coração, Diego Leite de Barros, lesões ósseas e musculares fazem parte da rotina de quem escolheu essa profissão.

 

"Esporte de rendimento não é uma atividade física saudável. Os atletas abrem mão de parte de sua saúde em busca de performance", diz.

 

Barros aponta que o principal fator para a ocorrência de lesões, seja em profissionais, seja em amadores, são altas cargas de treinamento em curto período de tempo.

 

Com o esforço excessivo, não há tempo para o corpo usar seus mecanismos de recuperação. O principal deles é o próprio músculo, que protege ossos e articulações, desde que seja exercitado da maneira correta.

 

Apesar de o estudo sueco ter sido focado nos homens, esportes de impacto podem ser perigosos para ambos os sexos. Segundo um levantamento feito pelo Instituto do Joelho do HCor em outubro, em 2011 foi observada uma alta de 20% no número de mulheres atendidas com lesões nessa articulação na comparação com 2010.

 

A elevação é atribuída à tendência atual das mulheres de praticarem esportes de impacto como futebol e corrida de aventura, antes redutos masculinos.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo



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