Consumo excessivo de aspirina pode aumentar risco de perda de visão em idosos

04/01/2013


Segundo um estudo norte-americano, o uso frequente de aspirinadurante períodos prolongados em idosos pode acentuar o risco dedegeneração macular, que corresponde à perda de visão.

 

Para chegar a essa conclusão foi necessário um acompanhamento de quase cinco mil pessoas durante 20 anos. O estudo foi publicado recentemente na revista científica "Journal of the American Medical Association" (Jama).

Foi observado que os participantes que tomaram aspirina regularmente (mais de duas vezes por semana durante três meses) ao longo de dez anos ou mais apresentaram quase o dobro do risco de adquirir uma degeneração macular. Apesar dos números serem modestos, a estatística mostra significância.

De acordo com os especialistas, quem não fez uso frequente da aspirina possui 1% de chances de sofrer com a doença enquanto as pessoas que fizeram uso frequente do remédio possuem 1,8% de chances. Os números podem não indicar relevância, no entanto há de se considerar que o número de pessoas que consomem aspirina é grande e aumenta cada vez mais.

A degeneração macular não há cura ou forma de recuperar o que foi perdido, apesar de haver um tratamento. A enfermidade afeta a mácula (parte do olho que permite ver imagens em detalhes) podendo, gradualmente, levar à cegueira.

 

 

Propriedades

Estudos mostram, por sua vez, que a aspirina possui vários benefícios. Especialistas vêm identificando no remédio vários efeitos contra enfermidades, como por exemplo, as suas propriedades anti-inflamatórias podendo até mesmo prevenir o sistema contra infartos e acidentes vasculares.

Ele é usado pela maioria das pessoas com o objetivo de amenizar a dor e a inflamação causada pela artrite. Milhões também consomem a aspirina baseado em estudos que apontam a substância como proteção contra alguns tipos de câncer.

Estima-se que 19,3% da população adulta norte-americana tomem aspirina com frequência, aumentando esse consumo conforme o avanço da idade.

 

 

Fonte: O povo

 

 

 



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