Estudo mapeia Psoríase no Brasil

01/11/2013


Um estudo mapeou o impacto da psoríase na vida e saúde dos brasileiros e revelou que ela não é uma doença apenas da pele – a psoríase também acomete as articulações, sendo associada a diversas comorbidades, principalmente no sistema cardiovascular. Para entender o impacto que essa doença tem na saúde dos brasileiros, um estudo envolveu 1.124 indivíduos de 48 anos em média com psoríase em placas (pele escamosa e esbranquiçada) e em tratamento. Uma análise preliminar com 877 pacientes, dos 1.124 participantes, apontou que cerca de 50% deles apresentavam a doença na forma moderada a grave. ?Isso representa um comprometimento importante na qualidade de vida do paciente, inclusive na atuação profissional?, comenta Dr. Ricardo Romiti, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores do estudo. Os dados mostram que 35% dos participantes declararam não estar trabalhando por conta da doença.

 

Os pacientes foram avaliados por dermatologistas, especialistas em psoríase, em relação à gravidade da doença, tratamentos usados e em uso, impacto da doença na funcionalidade e qualidade de vida e presença de comorbidades. Entre os 877 pacientes da análise preliminar, cerca de 70% tinham alguma outra doença associada à psoríase. Entre elas estão obesidade ou sobrepeso (75%); hipertensão (32%); depressão (26%); colesterol alto (25%); artrite (17%); Diabetes Mellitus (17%); ansiedade (39%) e alcoolismo (17%).

 

Quanto às partes do corpo afetadas pela psoríase, 77% dos pacientes tinham placas nas pernas e coxas; 72% nos braços e pernas; 60% no tronco posterior; 56% no tronco anterior; 57% na cabeça e pescoço; 19% nos pés e 23% nas mãos. Do público participante do APPISOT, 81% estavam em tratamento com medicamentos tópicos, 46% com medicamentos tradicionais, 22% com biológicos e 6% com fototerapia.

 

Segundo os pesquisadores, a melhor compreensão da gravidade da psoríase e seu impacto na saúde e na vida das pessoas em tratamento podem ajudar gestores públicos e privados a embasarem as estratégias para assegurar o acesso dos pacientes ao diagnóstico precoce e tratamentos de qualidade no futuro. É importante ressaltar que o APPISOT verificou que a psoríase é uma doença grave, sistêmica e que tem um impacto muito importante e negativo também na vida dos brasileiros com psoríase. E reforçou o conceito de que apesar de ser uma doença visível apenas na pele, é sistêmica, grave e negligenciada, mas que tem tratamento.

 

Fonte: Portal Minha Vida



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