Saúde da mulher: saiba mais sobre a anorexia nervosa

31/03/2014


Doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais, a anorexia nervosa (AN) é um transtorno alimentar caracterizado por uma dieta rígida e insuficiente para manter as necessidades nutricionais do indivíduo. Umas das consequências da doença é o baixo peso corporal.

 

Estima-se que cerca de 70% dos pacientes são mulheres e que os homens procuram com menos frequência o atendimento médico; daí a constatação que 90% dos pacientes em tratamento sejam mulheres. Há cinco vezes mais quadros em adolescentes do que em mulheres adultas.

 

Diante da suspeita de AN deve-se considerar as vantagens e desvantagens da utilização dos métodos de avaliação por entrevista, além dos questionários autorrespondíveis. O indivíduo com AN nega a doença, além de ter baixo insight acerca dos sintomas e autorrelato da alimentação e restrição alimentar, portanto as respostas podem estar distorcidas ou até negadas. Desta forma, recomenda-se associar entrevistas com pais ou familiares.

 

A principal diferença entre os tipos de AN está na estratégia do comportamento alimentar utilizada para perder peso: no tipo restritivo, todo esforço para manter o peso corpóreo abaixo do ideal se caracteriza pela recusa sistemática e obsessiva da alimentação, manifestação psicopatológica típica, ou seja, restringe-se ao máximo a ingestão calórica com o intuito de diminuir ou manter o peso baixo.

 

No tipo purgativo, alem de comportamento alimentar restritivo, a perda de peso também está diretamente relacionada à frequência e à intensidade do comportamento bulímico e/ou purgativo, quando ocorre a indução de vômitos, o consumo de laxativos e diuréticos, na tentativa de evitar qualquer ganho de peso.

 

Outras diferenças entre os tipos de AN têm sido apontadas em estudos. Atribui-se ao tipo purgativo uma maior variedade de comportamentos impulsivos associados como abuso de substâncias, automutilação, comportamento suicida, mas também índices mais altos de depressão e ansiedade, se comparado ao tipo restritivo e, por estes motivos, tende a apresentar uma evolução mais desfavorável.

 

Por outro lado, o tipo restritivo se caracteriza por apresentar taxas menores de doenças associadas, uma tendência à recuperação mais precoce, a atingir indivíduos mais jovens e de traços de personalidade mais introvertidos, se comparado ao tipo purgativo.

 

 

 

Fonte: Portal do coração / Projeto Diretrizes - AMB e CFM.



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