Autismo: diagnóstico e atendimento ainda podem melhorar muito

02/04/2014


Para a presidente da Associação Brasileira de Autismo, Marisa Furia Silva, o autismo ainda é um assunto pouco abordado, sobretudo no Brasil. Mãe de um rapaz de 36 anos com a síndrome, ela lembra que, depois do diagnóstico, houve pouca informação sobre como lidar com o filho. "Não tínhamos internet nem literatura sobre o assunto. Era uma época difícil. Não se sabia o que fazer."

 

Marisa também acredita que a maior parte das pessoas diagnosticadas com autismo no país está sem atendimento. Segundo ela, o avanço no diagnóstico precoce não basta. É preciso ampliar a rede de apoio e de atendimento à criança e à família.

 

"A gente tem que pensar que é para a vida toda. Temos muitos adultos comprometidos hoje e a esperança é que, no futuro, isso não aconteça. O prognóstico de uma criança é muito melhor", destacou. "Estamos em um momento em que já se tem documentos e parâmetros para o diagnóstico. Agora, temos que ter tratamento", destacou.

 

O diagnóstico é a parte do problema que mais ganha com a data. Os pediatras acabam percebendo e se interessando pela causa. É o ponto mais favorecido. O grande problema é que, feito o diagnóstico, a família fica sem saber para onde ir", explicou a superintendente e cofundadora da Ama, Associação de Amigos do Autista, Ana Maria de Mello.

 

Mas a estimativa da Associação é que, das cerca de um milhão de pessoas no país diagnosticadas com autismo, apenas 100 mil recebam algum tipo de atendimento. No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, lembrado hoje (2), a instituição e a sociedade em geral, cobra uma discussão mais ampla sobre o assunto.

 

Fonte: UOL



Veja também