Número de crianças obesas e com sobrepeso aumentou no Brasil

16/04/2014


Segundo o pesquisador e médico brasileiro Víctor Rodríguez Matsudo, um dos responsáveis pelo Estudo Internacional de Obesidade Infantil, a obesidade e o sobrepeso infantil afetam 39% das crianças brasileiras, o que representa 1.000% a mais que há 40 anos.

 

Considerada extremamente alta por Matsudo, a tendência é esta porcentagem continuar subindo, isso porque a quantidade de crianças com excesso de peso é muito maior do que a de que têm obesidade, de modo que em pouco tempo aumentará a quantidade de crianças obesas.

 

O médico assinalou que, segundo os dados observados no estudo, a atividade física praticada pelos adolescentes é maior que a realizada pelas crianças na puberdade, e estes ainda praticam mais exercícios do que os que estão na escola primária.

 

Portanto, quanto mais jovens são as crianças, menos exercício praticam, uma dinâmica que, para o cientista, é "alarmante porque não é que hoje o mais velho seja mais ativo, os mais novos é que são menos".

 

Crianças de sete e oito anos "não estão fazendo nada, e não têm uma experiência agradável da atividade física, mas gastam o dia inteiro na internet porque as mães acham que é lindo que crianças com dois anos saibam usá-la".

 

"Estão condenando as crianças no futuro porque se não sentem o prazer da atividade física quando crianças, como vão vivenciá-lo na idade adulta?", questionou.

 

Segundo o médico, existe 90% de possibilidades de uma criança sedentária seja também um adulto sedentário. O Brasil hoje disputa com a China ser o país que mais aumenta de peso corporal por pessoa por ano e alertou que os brasileiros têm ganhado meio quilo de peso corporal por pessoa ao ano, o que é um desastre.

 

Para Matsudo, o país precisa "encarar as novas evidências" porque o sedentarismo é a segunda causa de morte no mundo e se continuar neste ritmo, o Brasil vai viver "situações dramáticas de saúde publica" nos próximos anos.

 

Fonte: EFE / TERRA



Veja também