Criação de exame para diagnosticar o Alzheimer pode estar próximo

09/07/2014


Cientistas britânicos identificaram um exame que pode ser capaz de prever a manifestação do mal de Alzheimer, ajudando potencialmente na busca pela cura da doença, que é a forma mais comum de demência. Os estudiosos descobriram proteínas do sangue que aparecem em pacientes depois diagnosticados com a doença degenerativa.

 

Um exame para diagnosticar a doença precocemente ajudaria os cientistas a identificar os pacientes que poderiam participar de testes para desenvolver novos tratamentos para deter a condição.

 

 

 

O estudo, publicado na edição de segunda-feira da revista Alzheimer's & Dementia, monitorou 220 pacientes com perda cognitiva moderada.

 

"Muitos de nossos testes com drogas fracassam porque quando os pacientes recebem os medicamentos, o cérebro já está severamente afetado", explicou o professor de neurociências da Universidade de Oxford, Simon Lovestone, que chefiou o estudo no King's College de Londres.

 

"Um simples exame de sangue poderia nos ajudar a identificar pacientes em um estágio muito mais precoce para que pudessem participar de testes e, esperançosamente, desenvolver tratamentos que pudessem interromper a progressão da doença.

 

Os cientistas identificaram 10 proteínas presentes no sangue de 87% das pessoas do grupo que foi diagnosticado com o mal de Alzheimer no prazo de um ano. A doença, causada por proteínas tóxicas que destroem as células do cérebro, é uma doença degenerativa fatal, normalmente incurável, que afeta 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo. Por ano, há 7,7 milhões de novos casos diagnosticados, segundo um informe de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Não seria o primeiro exame de diagnóstico para o Alzheimer, embora seja um avanço porque alega ser mais preciso ao detectar uma forma específica da doença, que debilita as capacidades cognitivas. O estudo tem um número limitado de voluntários e, por isso, é improvável que produza uma ferramenta completa de diagnóstico do Alzheimer, uma doença com causas e mecanismos complexos.

 

James Pickett, diretor de pesquisas da Sociedade do Alzheimer, alertou que uma vez que a precisão é inferior a 90%, ele precisaria ser aperfeiçoado antes de se tornar um exame útil.

 

"Só através de novas pesquisas encontraremos a resposta para as grandes questões sobre a demência, portanto observaremos os avanços deste estudo com interesse", afirmou Pickett.

 

Fonte: AFP



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