A importância do fio dental para a saúde da boca

28/10/2014


O uso do fio dental é importante para que ocorra uma completa higiene dos dentes, uma vez que a escova sozinha não consegue limpar os espaços que ficam entre eles. O fio dental serve para remover o biofilme (placa bacteriana) que fica aderido à superfície do dente, inclusive na área que fica a uns 2 ou 3 mm no sulco dentro da gengiva.

 

Mas quando usar o fio dental, antes ou depois da escovação? Para os matemáticos diríamos que a ordem dos fatores não altera o produto. Para os esquecidos: é melhor passar primeiro. Para os perfeccionistas: antes e depois!

 

O importante é usar o fio corretamente, não importa quando. Passar o fio dental não significa fazer apenas o movimento de cima pra baixo e de baixo pra cima. Isso é bom pra tirar aquele pedaço de alimento que ficou preso entre os dentes. Para limpar e remover o biofilme, o movimento é outro.

 

A imagem que melhor traduz esse movimento é a do "engraxate lustrando sapato". Para isso segure o fio com os dedos indicadores e polegares, vá descendo lentamente até vencer o ponto de contato entre os dentes, depois envolva um dos dentes e faça movimentos como você estivesse "lustrando" o dente. Faça o mesmo com o dente do outro lado.

 

O ideal é usar sempre que escovar os dentes - sem nunca se esquecer de passá-lo antes de dormir. Isso porque durante o sono a produção de saliva diminui e a sua proteção também, então o risco de cárie e gengivite é muito maior. Por isso, é à noite o momento mais importante para a escovação e o uso do fio dental. Quem usa aparelho ortodôntico ou prótese fixa tem que ter um cuidado a mais, porque é necessário usar um passa fio para ajudar.

 

Outro ponto importante: faça isso no banheiro, olhando os dentes no espelho! É preciso olhar a sequência de espaços entre os dentes e não se esquecer de nenhum.

 

Quando o biofilme não é removido pela escovação e pelo uso diário de fio dental, o acúmulo de bactérias e suas toxinas deixam a gengiva inflamada. Por isso ela sangra: por causa da inflamação e não por causa do fio! O sangramento é um sinal de que algo está causando a inflamação.

 

As causas de inflamação gengival são várias. Pode ser a presença do biofilme, pode ser tártaro, pode ser uma restauração fraturada ou com excesso de material, ou outro motivo que seu dentista precisa detectar.

 

A inflamação da gengiva ou, gengivite, se não for tratada pode evoluir para periodontite, que tem consequências graves para a saúde dos dentes e até para a saúde geral. Se o fio dental desfia ou corta, também é um alerta: pode ser uma cárie entre os dentes.

 

É importante dar atenção a todo sinal de alerta. O nosso corpo sempre "avisa" que algo não está bem e nós devemos fazer alguma coisa para resolver. Essa é uma boa hora de marcar uma consulta com o dentista.

 

 

 

Fonte: MINHA VIDA - Dra. Eliana Avelãs



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Pesquisa apresentada diz que uso da maconha não é inofensivo

Segundo as conclusões de um estudo feito pelo professor Wayne Hall, conselheiro sobre drogas da Organização Mundial de Saúde, o uso de maconha a longo prazo não é inofensivo, seu consumo é altamente viciante, aumenta as chances de desenvolver doenças psíquicas - como a esquizofrenia - e é porta de entrada para outros tipos de entorpecentes.

O especialista levantou alguns pontos que supostamente mostram como a maconha devasta o cérebro:

1) Um em cada seis adolescentes que fumam maconha regularmente se torna dependente.
2) A maconha dobra o risco de desenvolver doenças psíquicas, como a esquizofrenia.
3) Usuários frequentes apresentam desenvolvimento intelectual insatisfatório, por isso vão pior nos estudos e trabalho.
4) Um em cada dez adultos que fuma regularmente se torna dependente e tem tendência a consumir drogas mais pesadas.
5) Dirigir após fumar aumenta os riscos de acidentes no trânsito, que crescem ainda mais caso a pessoa tenha ingerido bebida alcóolica.
6) Fumar maconha durante a gravidez reduz o peso do bebê.

"Se a maconha não causa dependência, também não causam a heroína e o alcóol. Para nós, geralmente é mais difícil ajudar pessoas que usam maconha do que aqueles que consomem heróina. Nós não sabemos como fazer isso", explica o especialista.

Segundo o estudo, ao tentar reduzir o consumo da droga, as pessoas geralmente sofrem com crises de ansiedade, insônia, distúrbios de apetite, depressão. E, após o tratamento, a maior parte delas não consegue se manter longe da maconha por mais que seis meses.

"Quero mostrar que o uso prolongado e frequente da cannabis tem consequências. Não há dúvidas que usuários pesados enfrentam crises de abstinência parecidas com alcóolatras e usuários de heroína", afirma o responsável pelo estudo.  

Fonte: TERRA