Mau hálito e doença periodontal podem ser sintomas de diabetes

29/10/2014


Quando o nível de glicose permanece fora da faixa de normalidade (acima ou abaixo) acontecem alterações no nosso corpo que prejudicam a saúde.

 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado do diabetes evitam muitas das consequências danosas à saúde, mas é preocupante o número de pessoas portadoras de diabetes que não sabem dessa condição. Ela é considerada uma doença silenciosa, pois muitas pessoas não apresentam sintomas ou não dão importância a sinais como: visão turva, sonolência, dores, câimbras, formigamentos e dormências dos membros inferiores, debilidade orgânica, indisposição para o trabalho, desânimo, cansaço físico e mental, disfunção erétil e hálito cetônico.

 

O hálito cetônico (semelhante ao cheiro de maçã velha) é característico no diabético e a doença periodontal costuma estar presente. Esses sinais podem aparecer antes de outros sintomas, por isso, uma consulta de rotina e uma boa anamnese podem levar o dentista a encaminhar o paciente ao médico e assim chegar ao diagnóstico precoce da diabetes.

 

O tratamento da doença periodontal é extremamente importante porque, como qualquer infecção, é um fator que eleva o nível de glicose no sangue e dificulta o controle da glicemia.

 

Fique atento ao menor sintoma da doença periodontal, que é o sangramento da gengiva (no momento da escovação, com o fio dental ou até espontaneamente). No paciente diabético, a doença periodontal é mais severa por causa da dificuldade de cicatrização (ocorrem alterações nos pequenos vasos sanguíneos) e pela facilidade em contrair infecções (a imunidade diminui). Se o paciente for fumante e hipertenso, as consequências serão ainda maiores.

 

Halitose (mau hálito), xerostomia (boca seca), candidíase, aftas e cáries são outras manifestações bucais que podem acontecer no diabético não compensado, isto é, aquele que não consegue manter o nível de glicemia bem controlado.

 

No atendimento a um paciente diabético, o dentista tem alguns cuidados adicionais, como fazer consultas curtas (de preferência no meio da manhã), aferição da pressão, escolha correta de medicamentos e troca de informações com o médico. Alguns procedimentos, como cirurgia e implante, precisam ser bem indicados e realizados no momento certo, pois o resultado depende de um bom controle e estabilidade da doença.

 

Fonte: MINHA VIDA



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