Vacinação é importante para diminuir mortes por sarampo em todo mundo

17/11/2014


A OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou nesta quinta-feira sobre a necessidade de aumentar os esforços para conseguir maior cobertura da vacinação contra o sarampo no mundo. Segundo os dados apresentados pela organização na última semana, 145,7 mil pessoas morreram em decorrência da doença em 2013, número maior do que as 122 mil mortes registradas no ano anterior.

 

A quantidade de mortes contabilizadas em 2013 representa uma queda de 75% em relação a 2000, mas a redução está longe do objetivo de diminuir em 95% os números antes de 2015.

 

Graças às vacinações entre 2000 e 2013, a OMS calcula ter evitado 15,6 milhões de mortes.

 

Conseguir uma redução de 95% nas mortes por sarampo é uma das seis metas do Plano Mundial de Ação para a Vacinação, aprovado na Assembleia Mundial de Saúde em 2012.

 

O sarampo é transmitido por meio de secreções do nariz ou da boca de pessoas infectadas. Ativistas têm alertado nos últimos anos que, se a vacinação não for ampliada, a doença pode voltar com força. Os sintomas surgem entre 10 a 12 dias depois do contágio. Entre outros problemas, a pessoa infectada fica com os olhos vermelhos e com o corpo cheio de manchas vermelhas.

 

O crescimento de 2013 ocorreu, segundo a OMS, devido ao surto da doença na China, na República Democrática do Congo e da Nigéria. No entanto, outros pequenos focos ocorreram em vários países como a Geórgia, a Turquia e a Ucrânia. Além disso, os níveis de imunização foram considerados baixos na região leste do Mediterrâneo, onde os conflitos bélicos e o número de refugiados dificultam os trabalhos de vacinação.

 

Mais de 60% dos 21,5 milhões de crianças que em 2013 não foram vacinadas contra o sarampo aos nove meses de idade vivem apenas em seis países: Índia (6,4 milhões), Nigéria (2,7 milhões), Paquistão (1,7 milhão), Etiópia (1,1 milhão), Indonésia (700 mil) e República Democrática do Congo (700 mil).

 

Essas crianças, quando em contato com o vírus, podem desenvolver doenças graves como pneumonia, diarreia aguda, encefalite e cegueira.

 

A maior parte das mortes por sarampo ocorre nos países em desenvolvimento. Em 2013, mais de 70% delas foi registrada nos seis países citados pela OMS.

 

Fonte: EFE



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