Acordo garante injeção anticoncepcional por apenas US$ 1

21/11/2014


Injeções de anticoncepcionais que custam apenas US$ 1 (cerca de R$ 2,57) serão disponibilizados para mulheres dos 69 países mais pobres do mundo. A iniciativa partiu de um acordo fechado pela Fundação Gates (do fundador da Microsoft, Bill Gates), pela companhia farmacêutica Pfizer e a Fundação para investimentos da Infância.

 

O método que citamos como injeção, não se encaixa totalmente nesta categoria. Possui uma pequena agulha, e não a tradicional seringa, e é de fácil aplicação.

 

O dispositivo já foi usado para combater a hepatite B na Indonésia. E Burkina Faso foi o primeiro país a usar a injeção como método anticoncepcional.

 

Uma das vantagens do dispositivo é que ele já vem pronto para ser usado e não precisa ser preparado em uma seringa. O remédio pode ser injetado de forma simples, basta apertar uma válvula. Com uma dose, as mulheres ficar protegidas durante três meses.

 

O anticoncepcional usa um dispositivo de aplicação chamado Uniject e, por isso, não há risco de uma dose mal aplicada. Como não é possível usar mais de uma vez, também não há o risco de infecção ao compartilhar agulhas.

 

A simplicidade do dispositivo também é um aliado para enfermeiras e profissionais de saúde, pois o treinamento para a aplicação em pacientes é mais rápido.

 

Nos primeiros testes as mulheres participantes relataram menos dor no local onde o anticoncepcional foi aplicado, em comparação com as injeções tradicionais.

 

Apesar de a proporção de mulheres usando anticoncepcionais na África ter dobrado nas últimas duas décadas, atingindo 26% da população, é muito mais difícil para as mulheres mais pobres, sem escolaridade ou que vivem em regiões rurais conseguir acesso a estes métodos.

 

A OMS estima que 222 milhões de mulheres em países em desenvolvimento gostariam de adiar ou evitar uma gravidez mas, atualmente, não usam nenhum método anticoncepcional.

 

Fonte: BBC



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