Pesquisa diz que 52,5% dos brasileiros têm excesso de peso

27/04/2015


Segundo estudos do Ministério da Saúde, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso. No entanto, eles estão praticando mais atividade física e buscando uma alimentação com menos gordura. Apesar do índice de obesidade ficar estável no país, o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. Os dados são da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico).

 

Segundo o órgão, a taxa de pessoas acima do peso era de 43% nove anos atrás - o que representa um crescimento de 23% no período. Também preocupa a proporção de pessoas acima de 18 anos com obesidade (17,9%), embora este percentual não tenha sofrido alteração nos últimos anos. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.

 

Entre os homens e as mulheres brasileiros, são eles que registram os maiores percentuais. O índice de excesso de peso na população masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre as mulheres, embora não exista uma diferença significativa entre os dois sexos quando o assunto é obesidade. Em relação à idade, os jovens (18 a 24 anos) são os que registram as melhores taxas, com 38% pesando acima do ideal, enquanto as pessoas de 45 a 64 anos acima do peso ultrapassam 61%.

 

Realizada desde 2006 pelo Ministério da Saúde, a pesquisa serve para subsidiar as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, uma vez que avalia a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira. O Vigitel 2014 entrevistou por inquérito telefônico 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados do país e do Distrito Federal, entre fevereiro e dezembro de 2014.

 

Além do avanço do excesso de peso e da obesidade, outros indicadores levantados pelo Vigitel também apontam para o maior risco de doenças crônicas entre os brasileiros. Do total de entrevistados em todo o país, 20% disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto. Nesse caso, são as mulheres que registram percentual acima da média nacional, de 22,2%, contra 17,6% entre os homens. Em ambos os sexos, a doença se torna mais comum com o avanço da idade e entre as pessoas de menor escolaridade.

 

 

Fonte: Minha Vida



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Pesquisa apresentada diz que uso da maconha não é inofensivo

Segundo as conclusões de um estudo feito pelo professor Wayne Hall, conselheiro sobre drogas da Organização Mundial de Saúde, o uso de maconha a longo prazo não é inofensivo, seu consumo é altamente viciante, aumenta as chances de desenvolver doenças psíquicas - como a esquizofrenia - e é porta de entrada para outros tipos de entorpecentes.

O especialista levantou alguns pontos que supostamente mostram como a maconha devasta o cérebro:

1) Um em cada seis adolescentes que fumam maconha regularmente se torna dependente.
2) A maconha dobra o risco de desenvolver doenças psíquicas, como a esquizofrenia.
3) Usuários frequentes apresentam desenvolvimento intelectual insatisfatório, por isso vão pior nos estudos e trabalho.
4) Um em cada dez adultos que fuma regularmente se torna dependente e tem tendência a consumir drogas mais pesadas.
5) Dirigir após fumar aumenta os riscos de acidentes no trânsito, que crescem ainda mais caso a pessoa tenha ingerido bebida alcóolica.
6) Fumar maconha durante a gravidez reduz o peso do bebê.

"Se a maconha não causa dependência, também não causam a heroína e o alcóol. Para nós, geralmente é mais difícil ajudar pessoas que usam maconha do que aqueles que consomem heróina. Nós não sabemos como fazer isso", explica o especialista.

Segundo o estudo, ao tentar reduzir o consumo da droga, as pessoas geralmente sofrem com crises de ansiedade, insônia, distúrbios de apetite, depressão. E, após o tratamento, a maior parte delas não consegue se manter longe da maconha por mais que seis meses.

"Quero mostrar que o uso prolongado e frequente da cannabis tem consequências. Não há dúvidas que usuários pesados enfrentam crises de abstinência parecidas com alcóolatras e usuários de heroína", afirma o responsável pelo estudo.  

Fonte: TERRA