Saiba mais sobre o uso da pílula do dia seguinte

05/05/2015


Preservativos, pílulas anticoncepcionais, DIU... são métodos anticoncepcionais bastante utilizados por quem não deseja ter filhos. No entanto, no caso de uma relação desprotegida, o uso da pílula do dia seguinte pode ser uma opção. Se tomado dentro de 72 horas, o medicamento age inibindo ou retardando a ovulação ou interferindo no encontro do óvulo com o espermatozoide e, teoricamente, na implantação do ovo na parede uterina.

 

É preciso reforçar, entretanto, que esse método não deve se tornar rotina, mas sim ser um recurso apenas em situações emergenciais. “A pílula do dia seguinte é usada para prevenir uma gravidez em uma relação não protegida, numa possível falha de método anticoncepcional, como rompimento do preservativo, deslocamento do DIU, esquecimento da tomada da pílula anticoncepcional ou estupro”, conta Eddy Nishimura, ginecologista do Hospital Santa Cruz, de São Paulo.

 

A pílula é feita com o hormônio progestágeno. “O uso de progestágenos em duas doses de 750 µg, com intervalo de 12 horas, ou 1.500 µg, em dose única, antes de 72 horas da relação sexual desprotegida tem sido largamente recomendado para fins de anticoncepção de emergência. Quanto mais precoce for, maior a probabilidade de sucesso”, diz Milca Chade, ginecologista da Clínica Chade.

 

A janela de tempo que a mulher tem para usar o medicamento após a relação é de até 72 horas. Depois desse período, utilizar o anticoncepcional de emergência não é recomendado, pois a gravidez já pode ter sido confirmada e, nesse caso, o hormônio prejudicaria a formação do feto.

 

“É bom lembrar que a eficácia da pílula do dia seguinte é menor do que a de um método utilizado regularmente. Depois de tomar o medicamento, a paciente deve ser orientada a aderir a outro método anticoncepcional como o preservativo, por exemplo, se for continuar a ter relações”, diz Nishimura.

 

 

Apesar de a pílula do dia seguinte ter tarja vermelha, significando que só pode ser vendida com receita médica, a prática em muitos lugares não é assim. “O ideal é que a mulher já tenha obtido uma receita e passado por uma avaliação pelo ginecologista, além de ter sido orientada da melhor forma de usar”, diz Nishimura.

 

Fonte: IG



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