Primeiro relatório do ano diz que são 3.174 casos de Microcefalia em investigação no país

13/01/2016


O primeiro informe epidemiológico sobre os casos suspeitos de microcefalia relacionados ao Zika vírus de 2016 foi divulgado no último dia 05 de janeiro pelo Ministério da Saúde. Segundo o informe, até o dia 02 de janeiro foram registrados 3.174 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 684 municípios de 21 unidades da federação e, pela primeira vez, está sendo investigado um caso no estado do Amazonas.

 

Além dos casos suspeitos, também estão sob investigação 38 óbitos de bebês com microcefalia possivelmente relacionados ao vírus Zika. O estado de Pernambuco está com 1.185 casos suspeitos, o que representa 37,33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118). Minas Gerais tem 18 casos suspeitos, São Paulo seis e Rio Grande do Sul um.

 

O Ministério da Saúde tem reunido esforços para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, convocando o poder público e a população. Dentre eles as visitas a residências para eliminação e controle do vetor com o reforço também das Forças Armadas. Em dezembro, também foram enviadas mais 17,9 toneladas de Larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o país no último ano, quantidade suficiente para o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água. Para este ano, já foram adquiridas mais 100 toneladas do produto, o que garante abastecimento até junho de 2016.

 

O Ministério da Saúde recomenda às gestantes que elas mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. Reforça também a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções. Além disso, é importante que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

 

Fonte: MINHA VIDA

 



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