Cuidados com alimentação são fundamentais para o diabético manter o controle da glicemia

23/05/2016


Manter a glicemia controlada, é uma das principais preocupações que um diabético precisa ter. Esse é um grande indicador que a própria doença está sob controle o que, por sua vez, garante muito mais qualidade de vida para o diabético. Algumas atitudes evitam (e muito) as oscilações da glicemia.

 

Independentemente se é do tipo 1 ou 2, todo diabético se beneficia do controle de peso. E serve tanto para manter a glicemia estável quanto para evitar as famosas comorbidades, que é quando a pessoa apresenta duas ou mais doenças associadas, por exemplo diabetes e hipertensão, explica o endocrinologista Mateus Dornelles Severo, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

Não é à toa que um dos fatores de risco do diabetes tipo 2 é o excesso de peso e a obesidade, especialmente quando há depósito de gordura na região abdominal. A gordura afeta diretamente a produção de insulina, o hormônio que regula a entrada de glicose (açúcar) nas células e por consequência mantém a glicemia controlada, evitando que as funções do organismo, principalmente fígado, pâncreas e rins, entrem em pane.

 

"Por outro lado, pacientes com o tipo 1 que não cuidam da alimentação acabam ganhando muito peso, o que aumenta a necessidade de insulina e predispõe ao surgimento de hipertensão e distúrbios dos lipídios, como o triglicérides aumentado", explica Mateus.

 

Os carboidratos com baixo índice glicêmico são absorvidos de maneira mais lenta pelo organismo. "A escolha correta dos carboidratos ajuda a evitar elevações súbitas da glicemia após as refeições, o que também irá demandar menos insulina do organismo", aconselha Mateus.

 

Em geral, quanto mais fibras e água compõe os alimentos do grupo de carboidratos, mais baixo é o índice glicêmico deles. "Além disso, são alimentos que também ajudam na perda de peso pois aumentam a sensação de saciedade justamente por evitarem os picos de insulina na corrente sanguínea", aponta a endocrinologista Andressa Heimbecher.

 

Fazem parte deste grupo de baixo Índice glicêmico os cereais integrais (chia, aveia, arroz, pães e massas integrais), legumes (batata doce, abóbora, brócolis, cenoura) frutas (pera, morango, maçã, abacate, banana).

 

A especialista ainda acrescenta uma dica certeira de cereal. "Segundo as pesquisas, a aveia tem propriedades comprovadas de aumento de saciedade, pois é rica em ácido fólico e fibras. Quando incluímos a aveia na alimentação, ela ajuda a eliminar mais gordura da região abdominal", completa Andressa. Isso acontece porque quando as pessoas consomem carboidratos que não são integrais, como açúcares, farinha branca e derivados, o organismo libera uma quantidade maior de insulina, e a consequência é o estoque de gordura no abdômen. A aveia, de forma oposta, faz com que o nível de insulina no organismo aumente de forma gradual.

 

Manter uma rotina alimentar regrada, também é uma das chaves para evitar oscilações da glicemia. É importante que o paciente diabético siga os horários das refeições sempre considerando três grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) e pequenos lanches entre eles com no mínimo 2 horas de intervalo.

 

"Não dá certo pular o almoço num dia e, no outro, almoçar uma macarronada, especialmente para quem usa insulina ou medicamentos que possam causar hipoglicemia", diz Mateus. Além disso, quem passa muitas horas em jejum (4, 5 horas ou mais) também irá sobrecarregar o organismo com a produção de insulina.

 

Fonte: Minha Vida

 



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