Indicadores de colesterol são modificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia

21/08/2017

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia anunciou que irá modificar os valores relacionados ao colesterol. As principais mudanças estão relacionadas ao colesterol ruim, o LDL, que em níveis elevados pode ocasionar doenças coronarianas e aterosclerose.

 As doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil, representando 30% dos óbitos no País. De acordo com o diretor científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Raul Dias dos Santos Filho, pessoas que já tiveram algum tipo evento mais grave, como infarto ou derrame precisam manter os níveis de colesterol abaixo de 50 miligramas por decilitro de sangue. Anteriormente, a taxa era de 70 mg/dl sangue.

"De 2013 para cá houve a publicação de dois novos estudos clínicos que mostraram que, ao baixar os números do colesterol, ou seja, realizar um tratamento mais agressivo que resulte em números menores de LDL, os indivíduos podem ganhar de 15 a 20 anos a mais de vida", alerta o especialista.

Para pacientes com risco intermediário, o ideal é que os números do LDL estejam abaixo de 100 miligramas por decilitro de sangue. Os indivíduos de risco baixo devem permanecer com os níveis de colesterol abaixo de 130 mg/dl sangue,

Com essa mudança, o Brasil passa a ser o País mais rígido em indicadores de colesterol. No entanto, Raul explica que a decisão de mudar as taxas de colesterol é um movimento que vem sendo realizado pelas principais associações médicas de doenças cardiovasculares do mundo. Isso porque o excesso de gordura no sangue é um grande fator de risco para eventos como doenças coronarianas e aterosclerose.

"Nosso principal objetivo é enfatizar a importância da adesão ao tratamento contra o colesterol, pois, quando é aliado a hábitos saudáveis, pode contribuir significativamente para uma qualidade de vida melhor", encerra o diretor científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

 

Fonte: MINHA VIDA



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