Diferenças entre Analgésico e Antitérmico.

20/06/2018

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Analgésico e Antitérmico, você sabe quais as diferenças?

Quando bate aquela dor no corpo acompanhada de um estado febril é melhor tomar um analgésico ou um antitérmico? Se você não sabe a resposta, não se preocupe! Esse texto vai esclerecer as suas dúvidas. Mas, lembre-se, você deve procurar um profissional qualificado para orientar a medicação adequada para seu estado clínico.     

O que são os analgésicos?

Os fármacos com propriedades analgésicas são uma classe de medicamentos que agem diminuindo ou interrompendo as vias de transmissão nervosa, reduzindo assim a percepção da dor. Os analgésicos bloqueiam as substâncias (receptores sensoriais) do corpo que enviam uma mensagem ao cérebro, dizendo que existe algum problema. Então, quando o cérebro deixa de receber esse aviso devido à ação do remédio, a dor cessa.

São considerados os principais analgésicos:

– Paracetamol (nomes comerciais: Tylenol, Sonridor);

– Dipirona (Novalgina, Anador);

– Ibuprofeno (Advil, Buscofen);

– Ácido Acetilsalicílico (Aspirina, Melhoral, AAS).

E existem também os medicamentos associados:

– Dorflex (dipirona + orfenadrina + cafeína);

– Doril (paracetamol + cafeína);

– Doril Enxaqueca (Paracetamol + cafeína + ácido acetilsalicílico);

– Doralgina e Neosaldina (dipirona + cafeína + isometepteno).

E os antitérmicos?

Primeiro é preciso entender que a febre, assim como qualquer outro sintoma, é um sinal claro de que algo está errado no organismo. Essa é uma resposta de que pode existir alguma infecção ou um problema e, dessa maneira, o corpo se defende elevando a temperatura corporal.

Nesse caso, os medicamentos antitérmicos agem a nível central. Para ser mais específico, no hipotálamo – região do cérebro que controla a temperatura do corpo. Assim, esse fármaco vai provocando a redução da temperatura por perda de calor.

Os antitérmicos mais utilizados pela população são:

Paracetamol, Dipirona e Ibuprofeno. Estes podem ser tomados no intervalo de 4h para a manutenção da temperatura corporal. E, caso a temperatura não esteja diminuindo, pode-se intercalar entre um antitérmico e outro, respeitando o mesmo intervalo entre as doses.

Importante!

É preciso ficar atento aos riscos da automedicação quando envolve o uso destes medicamentos, pois este é um problema de grandes proporções. Por se tratar de classes de medicamentos isentos de prescrição (MIP’s), assim como qualquer outro remédio, os pacientes devem fazer o uso consciente destes, porque também apresentam efeitos adversos.

Dentre eles podemos destacar o Paracetamol que não possui efeitos adversos gástricos, como a maioria dos anti-inflamatórios devido a sua ação a nível central, porém em doses altas (de 2 a 3g/dia) pode apresentar hepatotoxicidade (tóxico ao fígado). Já a Dipirona recomenda-se a dose máxima diária de 2g/dia a fim de evitar náusea, vômito, dor abdominal, deficiência da função dos rins/insuficiência aguda dos rins e até arritmias cardíacas (taquicardia).

Portanto, antes de tomar por conta própria um desses medicamentos, busque a orientação de um profissional – médico ou farmacêutico. Somente eles podem dizer qual o fármaco mais adequado, a dosagem e qual a duração do tratamento é mais indicada para cada caso especificamente.

 



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