Uso de camisinha é o meio mais eficaz de prevenção contra o HIV

21/12/2018

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Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia no País está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano.

Existem mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, entretanto, essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2011, último dado disponível, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.

O uso de camisinha é considerado o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada.

Desde 1994, o governo federal distribui gratuitamente o preservativo em toda a rede pública de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o País que mais compra e distribui camisinhas no mundo.

Além de uso camisinha em todas as relações sexuais, o Ministério da Saúde recomenda que não sejam compartilhadas seringas e outros objetos que furam ou cortam.

Tratamento

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV , vírus causador da aids , mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem aids.

Com o surgimento do coquetel, as pessoas infectadas passaram a viver mais. O tempo de sobrevida é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde.

Para combater o HIV, é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais combinados, sendo dois medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido. O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para avaliar as adaptações do organismo ao tratamento, seus efeitos colaterais e as possíveis dificuldades em seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja, aderir ao tratamento . Por isso, é fundamental manter o diálogo com os profissionais de saúde, compreender todo o esquema de tratamento e nunca ficar com dúvidas.

O papel do SUS

O governo federal garante a todos os adultos com testes positivos de HIV, mesmo que não apresentem comprometimento do sistema imunológico, o acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo SUS. Desde 1996, o Brasil distribui, gratuitamente, o coquetel antiaids para todos que necessitam do tratamento.

ampliação da assistência às pessoas com HIV e Aids e o incentivo ao diagnóstico precoce fazem parte das estratégias do Ministério da Saúde no cumprimento da meta “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

 

Fonte:
Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e Agência Brasil



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