Fumo e os males para a saúde.

30/05/2019

aldesul   anvisa   ministériodasaúde   atividadefísica   cuidados   diagnostico   dica   doença   saúde   vida  


O tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doença, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Estas doenças são as principais causas de óbitos por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer.

O tabaco é prejudicial também para quem se encontra junto do fumante. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, atrás do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool. Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial. Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Os recém-nascidos e as crianças pequenas também são muito prejudicados. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido.

Quanto mais cigarros a pessoa fuma, maiores as chances de adoecer. Substituir os cigarros por cachimbo ou charuto não diminui o risco de doenças. Fumadores de charuto ou cachimbo têm o mesmo risco de ter câncer de boca, lábio, laringe e esôfago que os fumantes de cigarros. Felizmente, quando um fumante para de fumar muitos desses riscos diminuem.

Ao parar de fumar, o risco de doenças diminui gradativamente e o organismo do ex-fumante se restabelece. Após 20 minutos do último cigarro, a pressão sanguínea diminui, as batidas cardíacas voltam ao normal e a pulsação cai. Após 8 horas sem cigarro, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de uma pessoa não-fumante. Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar o muco e os resíduos da fumaça. Dois dias depois, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas. O corpo já não possui nicotina e a transpiração deixa de cheirar a tabaco. Após duas semanas, melhora a circulação, tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar. Após um ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade. Após 5 anos, o risco de ter câncer de pulmão também reduz 50%. Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

FONTE: Anvisa, Ministério da Saúde, INCA.



Veja também